terça-feira, 26 de julho de 2011

Escrever é desabafar de si pra si mesmo com toda inconsciência consciente piscando dentro de ti. Refugiar-se é uma forma boa de se defender apoiado em alguma coisa invisível que finge nos sustentar. Somos fracos num mundo de fortes. A buzina atordoa, os sapatos se pisam e o movimento distrai. Parece cenário tudo aquilo que se sente e o chão que se pisa é a vida real. Quando algo te borra, chora. Ora. Implora. Nada mais importa. O céu vira chão e se fica no ar sem flutuar. Sufocante, mas a fortaleza da vida é senti-la intensa. Agradeça ou refugia-te. Como eu.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Desejos e vontades já enterradas vem dormir comigo.
Nada daquela programação agora faz sentido.
Sim, já tinha sido avisada. Me largue!
Minha boneca de lata se perdeu.
E a lata pode enferrujar se eu não fugir do mar, mas eu quero ficar.
Minhas pernas já foram.
Elas não tem com que se preocupar.

Olho pro céu.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Depoimento Simples

Aos meus amigos.

Nada mais reconfortante que um amigo.
Amiguear é como jogar-se no sofá macio de couro após um dia difícil.
A solidão tem lá suas vantagens, por vezes.
Mas a vida só não vale nada.
E aos meus amigos eu brindo pela vida que me fazem enxergar. 
Eu me dou por vocês.
Não estou de firulas, eu amo mesmo. Tá?

sábado, 16 de julho de 2011

Lástima

Fique atento para não querer a perfeição.
As pessoas são tão obscuras como uma noite e uma bola preta.
Não se enxerga sobreposições.
Talvez a mudança que conseguiu foi em vão.
Exigir não me compete, nem a mim. É o que tento.
E de teus amigos, aceite. Quando se nega uma oferta, é porque um abismo passou a estar ali. E quem não quer se ajudar, boa sorte.
Não veja egoísmo.
Fugacidade não significa velocidade pra guiar tua vida.
Mas estar atento é bom e viver, melhor.
E a ajuda só é interessante quando saudável.
Desculpa.